30Ago
By: admin Ligado: Agosto 30, 2017 In: Uncategorized Comments: 0

E aí, o que você achou da nova linha Harley-Davidson 2018?

Essa foi a pergunta que mais escutei nos últimos dias. Mas e aí, o que responder? Então vamos lá porque quem me conhece sabe que não deixo de falar o que penso. Estava eu lendo um livro em minha casa quando um amigo começou a me mandar vídeos ao vivo do lançamento da Linha Harley-Davidson 2018 bem na hora em que estavam apresentando a nova Linha Softail – que já apelidaram de New Softail. Você pode ver o vídeo abaixo pra entender do que eu estou falando.

Confesso que o sentimento foi um misto de susto, indignação, surpresa e lá no fundo uma tristeza, como se tivessem tirando algo que fazia parte de mim, ou pelo menos, era assim que eu pensava. A primeira palavra que me veio foi decepção.

Depois de tantos anos cultivando uma paixão pelas motos clássicas, pelo barulho inigualável, pela vibração, estilo e classe daquelas motos, alguém resolveu simplesmente deixá-las modernas, cheias de equipamentos digitais e com visual que nem de longe me lembra as motos que fizeram eu me apaixonar pela Harley-Davidson.

Mas, algumas pessoas me criticaram porque, mesmo já tendo uma moto carburada na garagem, eu sempre preferi o conforto e a segurança de uma moto injetada, sempre defendi a evolução do sistema de freios e também sempre disse que ainda faltava o controle de tração para deixar a “minha lenda” perfeita. Eu adoro o estilo clássico, mas não abro mão da segurança.

Então vamos separar esse assunto em duas partes: eu motociclista e eu empresária.

o sentimento foi um misto de susto, indignação, surpresa e lá no fundo uma tristeza, como se tivessem tirando algo que fazia parte de mim, ou pelo menos, era assim que eu pensava

“EU” MOTOCICLISTA

Eu motociclista fiquei decepcionada, pois simplesmente tiraram todos os modelos clássicos de linha. Tiraram os pneus faixas brancas, cromados, tachinhas, sissybar – repararam que nem a Heritage tem mais? Além disso todas as motos agora estão no estilo dark custom, exceto a Ultra, que é o último dos moicanos, a sobrevivente nessa onda de modernidade.

:: O fim da Dyna

Além disso, vamos fazer um minuto de silêncio pelo “Harleycidio” da linha Dyna. R.I.P. Dyna! Por que transformar Dyna em Softail? Quem quer moto macia, com tocada suave que compre Softail! Levaram a linha Dyna pra Softail, deram uma suspensão macia e colocaram muita perfumaria digital, led e deixaram elas com uma carinha de moto japonesa. Confesso que estou bem curiosa para ver.

harley-davidson fat bob 2018

harley-davidson new fat bob

 

:: Exterminaram o futuro da Fat Boy

E a Fat Boy? O exterminador do futuro deve estar querendo ressuscitar do caldeirão de ferro fundido para vir aqui ver que [email protected] é essa que fizeram com a sua moto!

exterminador do futuro fat boy 2018

 

 

harley-davidson fat boy 2018

harley-davidson new fat boy

Agora eu quero ver o que aqueles que diziam que V-Rod não era Harley-Davidson vão falar. Pneu traseiro 240, paralama de breakout, farol cabeça sei-lá-do-quê (quadrada), rodas que lembram as primeiras V-rod e as Street Rod. E mais. Lembra das Fat Boys antigas com rodas fechadas? Quem não lembra! Mas quem teve uma sabe que pegar vento lateral com uma roda dessas vai deixar duas lembranças: uma na sua memória e outra na sua cueca. 😛

Maaaas… vão perguntar sobre a suspensão e sobre o quadro das Softail. Eu guardo minha opinião para depois de fazer o Test Ride, pois mudanças assim só dão pra sentir andando. Quem sabe assim me convidam para um Test Ride! :B

:: Linha Touring – Nem tudo são lágrimas

Mas, sim, tem a surpresa boa. E nesse caso específico fiquei muito feliz com as mudanças na Street Glide, Road Glide e Road King – que apesar de ter perdido os cromados e deixado o estilo clássico para trás, ficou maravilhosa. Visualmente a Linha Touring ficou espetacular. Espero que tenham melhorado a suspensão traseira das Street Glide, pois na dianteira das 2017 eu senti muita diferença pra melhor, já a suspensão traseira ficou dura demais.

:: Não mexe na Sportster!

Bom, as Sportster se salvaram dessa vez. Fizeram algumas pequenas mudanças estéticas, mas salvaram sua essência. Essa sim continua sendo a genuína HD!

“EU” EMPRESÁRIA

Mas vamos lá. Vou falar com meu EU empresária agora.

Já faz algum tempo que venho dizendo que a tecnologia tomaria conta da Harley-Davidson e que isso seria inevitável. Comercialmente falando e vendo o lado do fabricante, seria difícil manter uma marca e uma grande produção direcionando seus produtos para consumidores que apreciam somente as motos clássicas, antigas etc. Esses consumidores que, assim como eu, são de uma época onde não tinha internet, smartphones, Google e informação em tempo real; valorizam a história, valorizam a nostalgia que a marca remete.

 

harley-davidson

“aaaah moleque! naquela época era assim…”

 

Mas uma marca ou um produto não podem ficar parados no tempo. E também não podem ter produtos direcionados apenas a uma parcela de consumidores. É preciso olhar para o futuro. Quem é o consumidor do futuro? Ele sabe o que da história da Harley-Davidson? O que ele busca?

Acho que esse público, no qual me incluo, com faixa etária entre 40 e 70 anos, que curte o estilo clássico e nostálgico, que valoriza a história é a minoria e o que as grandes marcas precisam é se reinventar para atrair essa nova geração de motociclistas que curte sim a liberdade, mas que valoriza outras coisas e não se apegam ao apelo nostálgico, antes tão admirado.

Esse novo público quer praticidade, tecnologia, design e não se liga muito no passado, naquilo que já ficou para trás no retrovisor. Tem sede de viver e não quer perder tempo.

Em resumo

Então eu, de tudo isso, tenho uma opinião. Hoje não posso dizer que gostei da linha 2018 porque gostei em partes. A Fat Boy eu posso vir a gostar um dia, vou sentir falta da Linha Dyna, vou continuar amando as Sportster, mas, com certeza, estou apaixonada pelas Touring. S2

E você? Continua curtindo as motos clássicas? Não se preocupe, elas não vão acabar. Temos muitas delas pra vender aqui na Club 1903 Motorcycles. Viva a diversidade!

 

REBORN TO BE RIDE!

Daya Chalegre – proprietária da Club 1903 Motorcycles

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