21Jun
By: admin Ligado: Junho 21, 2019 In: Uncategorized Comments: 0

A Harley-Davidson está de olho na China: a marca acaba de fechar uma grande parceria com a montadora Qianjiang Motorcycle Company. O objetivo? Fortalecer sua presença no mercado asiático.

Os Estados Unidos ainda são um dos principais mercados consumidores das motocicletas Harley-Davidson, mas este cenário está mudando rapidamente: os executivos da marca esperam que metade das vendas seja feitas fora de seu país de origem até 2027.

A aproximação com a China faz parte deste esforço de internacionalização da H-D, e a escolha do país não é por acaso: a China apresentou um crescimento de 27% nas vendas de H-D no ano passado — em comparação com 2017. Um aumento bem significativo, que definitivamente merece ser aproveitado.

Esta não é a primeira iniciativa da H-D junto aos países orientais: depois que a União Europeia aumentou suas taxas de produção (que dispararam de 6% para 31%), a marca investiu na construção de linhas de montagem na Tailândia como forma de driblar os impostos europeus.

Vale lembrar que esta movimentação da marca para “fora” dos Estados Unidos foi criticada até pelo presidente Donald Trump. No ano passado, ele usou seu Twitter para alfinetar a marca, afirmando que “a maioria das outras empresas está vindo em nossa direção, incluindo os concorrentes da Harley”. A empresa não parece ter dado muita importância para a opinião presidencial, e a parceria com a China mostra que ela segue investindo pesado em novos mercados.

A produção de motos Harley-Davidson “made in Tailândia” já está rolando há um ano, e ela também vai ajudar nesta aproximação com o mercado chinês: a Tailândia está pertinho de outros países asiáticos, o que facilita bastante a logística — as  primeiras motocicletas tailandesas devem chegar à China ainda este ano — e, de quebra, passa a imagem de uma empresa “gringa” que está investindo e gerando empregos por lá.

Tá mas que papo é esse de “motos menores”? Questão de espaço: ao adentrar em um novo mercado, a Harley-Davidson precisa se adequar a novos cenários. Relembrando as aulas de Geografia: a China é o país mais populoso do mundo, e áreas para garagens e estacionamentos são coisa rara por lá. Justamente por isso, as motocicletas voltadas para o mercado chinês devem ser menores, visando um melhor aproveitamento de espaço.

Ainda não sabemos qual vai ser “a cara” dessas motos menores que serão produzidas na China, mas desde já estou bem curiosa, e espero que a H-D consiga adequar todo seu estilo e design tão característicos (e amados) em suas futuras motocicletas “made in China”.

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