22Jun
By: admin Ligado: Junho 22, 2018 In: Uncategorized Comments: 0

Indian anunciou novo modelo flat tracker e contratação de um dos mais bem-sucedidos designers do nosso tempo, Ola Stenegärd 

Outra das minhas marcas queridas, a Indian, entrou em 2018 decidida a mudar de ares. Em março, anunciou a contratação de Ola Stenegärd, designer de respeito que iniciou a carreira na casa, e agora em junho confirmou a primeira flat tracker que deve ser produzida em série, a FTR 1200. Planejado para a linha 2019, o modelo foi inspirado na FTR 750 e promete trazer uma personalidade única com pegada street. Mas calma, talvez a gente não precise segurar a ansiedade até o ano que vem para conhecê-lo! Existe um boato que ele será apresentado no EICMA, em novembro.

FTR1200 2018

Agora resta esperar! O que a Indian já adiantou é que essa FTR terá um novo chassi de treliça e uma nova geometria, além do motor V2 que também passará por alterações. Seu posicionamento provavelmente será intermediário, entre as Scout e as Chief. Outras promessas são suspensões, freios e eletrônica mais sofisticados para justificar o preço de US$ 15 mil nos Estados Unidos, algo em torno de R$ 59.990 mil no Brasil.

Novas direções

Após 15 anos na BMW, Ola retorna como Diretor de Design de Produto da Indian, onde começou sua carreira há 17 anos. Agora, concedeu sua primeira entrevista no novo cargo, saiu aqui na Cycle World. Segundo ele, o que se vê hoje é um retorno do que já foi legal um dia, um movimento dos jovens buscando suas raízes em meio à cena bobber e chopper. “A nova geração pesquisa e começa a improvisar, criando sua própria história. E constrói coisas que eu jamais poderia imaginar! Isso é irado!”.

indian

Entre suas inspirações, Ola destaca Roland Sands, ex-corredor e designer de motos customizadas de alta performance. Sobre como ele pretende introduzir na Indian a dinâmica e a efervescência custom de maneira acessível, ele comenta que estando perto e ouvindo pessoas como Roland fica mais fácil de alimentar a criatividade. “Se você não vê a oportunidade de customizar e criar outros produtos em cima das motos que você fabrica, a chance desse modelo cair no esquecimento é real”.

O que muitas pessoas não sabem é que demora de 3 a 5 anos, milhares de horas com lápis na mão e visitas à shows, produtores independentes e outros influenciadores como inspiração para desenvolver uma motocicleta. Um dos motivos pelos quais admiro o trabalho de Ola está no fato de que ele é apaixonado pelo que faz e não está só interessado em ganhar dinheiro. Acredito que a Indian fez uma bela contratação, que vai agregar longevidade, conhecimento e ainda mais experiência para a marca. “Motos são máquinas complicadas, você não pode desistir na primeira pedra na estrada ou no primeiro pneu furado”, diz. Acredito que esse cara vai trazer um espírito pioneiro e inovador, traçando uma bela rota!

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